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Notícias

04/06/2021

Nossos Cordéis | Ensino Médio


Nossos Cordéis | Ensino Médio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mariana | 1ª Série | Ensino Médio


Cadê o amor,
que muitos falam por aí?
Cadê a preocupação com o próximo,
que muitos dizem sentir?

Cadê a justiça, que todos querem, mas não fazem acontecer?
Cadê? Cadê? Cadê?
Cheio de perguntas,
Mas nenhuma resposta

Cheio de querer,
Mas nenhuma ação.
É hora de fazermos a união!
É hora de acabar com a preocupação!

Da morte por causa da fome,
e da desigualdade social
Porquê todos nós somos iguais
Nesse mundo atual.

A diferença é o dinheiro, que alguns tem muito,
Outros tem pouco.
É, o bagulho é louco
Mas isso precisa mudar,
Temos que nos ajudar
A suportar mais um pouco.


Isaque Nolasco | Ensino Médio | 1ª Série


O coronavírus chegou em todo lugar ,
E as consequências
Não pararam de chegar !

O mundo parou,
O desemprego chegou ,
E a educação se transformou …

Uns conseguem se sobressair,
Mesmo no isolamento
Que se formou aqui.

No final tudo foi modificado,
O que não mudou
Foi a esperança de no fim
Haver uma porta aberta pra mim.


Yasmin | Ensino Médio | 1ª Série


Nesse tempo tão difícil, oportunidades são escassas,
mas ao nordestino a esperança é o que não falta,
anda sempre atrás de emprego e mesmo não achando,
no outro dia acorda cedo…

Já eram tantas as aflições antes mesmo dessa pandemia,
que só aumentaram trazendo dor e agonia,
e mesmo estando cansados de caminhar dia após dia,
o brasileiro não descansa, já pensando no outro dia.

Tendo que se expor andando mesmo enfrentando uma
pandemia, sua família precisa comer, então lá vai ele
para mais um dia, de máscara no rosto atrás de uma
oportunidade, finalmente ele acha alguém que o ajude nessa parte.


Larissa Ravena | Ensino Médio


Eu tentei entender a fome
Por traz do seu nome
A fome em todo o mundo, no Brasil, calamidade
A fome devora a vida no campo e na cidade

Eu vi a fome matando crianças, Famílias e animais
Mas para que isso tudo?
Eles perderam tudo …
Famílias com a mesa farta, outras não
Isso é triste é uma decepção!


Thainara de Alencar | 1ª Série | Ensino Médio


Sou nordestino, amo meu Brasil
Trabalho noite e dia
Pra ganhar o pão!
Alimento da minha família.

Quando olho em volta
Muita tristeza no coração
Digo que muita gente
Não tem dinheiro nem para o feijão …

Desemprego pra muitos
Escassez e desalento geral
Quem me dera ter muito dinheiro
Pra tentar mudar o astral .

Fome que mata
Que gera tristeza
Precisamos amar mais
Pra mudar essa pobreza.


Mateus Balmant | Ensino Médio


De um tempo pra cá,
comecei procurar o porquê da fome
que leva milhares de vidas todos os dias…
mesmo tendo esse pequeno nome!

Por que ela nunca deixou de existir?
afinal de contas, quem não tem um pão com ovo?
Ela aparece cada vez mais, levando inúmeras pessoas,
de novo, e de novo, e de novo

Toda vez que olho a TV, vejo sempre a mesma coisa
pessoas morrendo sem ter o que comer
mudo de canal, e tem gente sem querer viver

Nesse mundo, ou você é a caça, ou o caçador
todos estamos sozinhos, mesmo precisando de ajuda
sempre que temos esperança de algo melhor
vem novamente aquela dor.

Mas no fundo, sempre existe aquilo
que começa com E e termina com “-ança”
e quando estou perdido, sem rumo
eu me apoio nela, a Esperança.


Isabel | 3ª Série | Ensino Médio


O cordelista mora dentro da oralidade/
Fogi do erudito, da formalidade/
Cordelista representa um cabra bom de verdádi/
Que aprende do ouvido e tem sinceridadi./

Meu pai, com certeza, dava um bom cordelista/
Porque dentro da vida sempre foi merecedor./
Sapiente e puro, me ensinou a pedir bença/
“E quando for chamar, tem que falar ‘senhor’ “./

Mãezinha, muito minha, me ensinô cum o coração/
Me fez com sua presença, seu amor e oração/
Guerrera mais feroz que muito fi de Lampião./
Qui muitas menina di hoje num tem nem por ambição…/

Cabra bom é meu pai, que me ensinô muito da vida/
Mulher boa é minha mãe, que me ensinô a muito amar/
Gente boa são esses, que sai de dentro da casa/
Que de si doar muito nunca vão si envergonhá./

“Passa em frente da Igreja, faz sinal da Cruz”/
“Reza o Terço, chega em casa e vai estudá”./
Gente, mermo as afartada, num aceita moleza./
E mesmo sem a peleja tem de pelejar./

Gente boa de verdade num sossega o facho/
Quanto o outro num espaço num se assussegar./
Trabalha duro, e quasi sempre ajuda a famía./
Serve, doa e faz tudo sem nem reclamar./

Gente boa de verdade sabe pelejar, gente boa de verdade sabe pelejar.

Gente boa di verdade respeita os mais veio/
Tem cuidado pelo veio que já lapejou/
Ouve as história da veia, meio caducada/
Que agora não consegue mais dançá forró./

Gente boa di verdade tem dificuldadi/
Mais confia que Jesus vai lhe fortalecer/
Gente boa di verdade, acorda cedo e tarde/
Mais acorda quando o dia tá pra amanhecer./

Gente boa di verdade sabe o que é viver,/ gente boa di verdade sabe o que é viver./

Eu, porém, infelizmenti, num sô gente boa./
Mais é meu objetivo, eu pretendo sê./
Quero amar a todo mundo e a qualquer pessôa./
Dar a vida pelo ôto sem retrocedê./
Mas vucê num me intenda errado di maneira/
Quando eu digo que o Amô também é pra vucê./
Meu Deus ama a todo mundo e a qualquer pessôa,/
Mas vucê tem que fazer tudo por merecer./

Genti boa di verdadi sabe obedecer,/ genti boa di verdade tende a conhecer/
Que né nada mais que sopru nesse belo mundo/
Esperando pela Lei qui há di nos render.

Esperando pela Lei qui há di nos render, esperando pela Lei qui há di nos render.


Pedro Monção | 3ª Série | Ensino Médio


Casa que a Fome Mora

Eu de tanto ouvir falar
Dos danos que a fome faz,
Um dia eu sai atrás
Da casa que ela mora.
Passei mais de uma hora
Rodando numa favela
Por gueto, beco e viela,
Mas voltei desanimado,
Aborrecido e cansado.
Sem ter visto o rosto dela.

Vi a cara da miséria
Zombando da humildade,
Vi a mão da caridade
Num gesto de um mendigo
Que dividiu o abrigo,
A cama e o travesseiro,
Com um velho companheiro
Que estava desempregado,
Vi da fome o resultado,
Mas dela nem o roteiro.

Vi o orgulho ferido
Nos braços da ilusão
Vi pedaços de perdão
Pelos iníquos quebrados,
Vi sonhos despedaçados
Partidos antes da hora,
Vi o amor indo embora,
Vi o tridente da dor,
Mas nem de longe via a cor
Da casa que a fome mora.

Vi num barraco de lona
Um fio de esperança,
Nos olhos de uma criança,
De um pai abandonado,
Primo carnal do pecado,
Irmão dos raios da lua,
Com as costas seminuas
Tatuadas de caliça,
Pedindo um pão de justiça
Do outro lado da rua.

Vi a gula pendurada
No peito da precisão,
Vi a preguiça no chão
Sem ter força de vontade,
Vi o caldo da verdade
Fervendo numa panela
Dizendo: aqui ninguém come!
Ouvi os gritos da fome,
Mas não vi a boca dela.

Passei a noite acordado
Sem saber o que fazer,
Louco, louco pra saber
Onde a fome residia
E por que naquele dia
Ela não foi na favela
E qual o segredo dela,
Quando queria pisava,
Amolecia e Matava
E ninguém matava ela?

No outro dia eu saio
De novo a procura dela,
Mas não naquela favela,
Fui procurar num sobrado
Que tinha do outro lado
Onde morava um sultão.
Quando eu pulei o portão
Eu vi a fome deitada
Em uma rede estirada
No alpendre da mansão.

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

Tenho pavor da justiça
E medo da igualdade,
Me banho na vaidade
Da modelo desnutrida
Da renda mal dividida
Na mão do cheque sem fundo,
Sou pesadelo profundo
Do sonho do bóia fria
E almoço todo dia
Nos cinco estrelas do mundo.

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontar,
Eu vou continuar
Usando o terno Xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da Burrice de vocês.


Adriele Barbosa | Ensino Médio


O que sentimos é fome
No meio do meu sertão vi algo de dar pena
em uma grande quarentena uma família sem nada para comer, um casal cheio de filhos não sabiam o que fazer, como iam sobreviver?

Uma realidade diferente da minha, diria até distinta,
me deparando com um dilema, pensei que fosse uma realidade extinta.
como em pleno século XXI poderia existir aquela falta de dignidade? uma desigualdade.

Tantos reclamam pelo muito que tem, ou o pouco que imagina ter
outros sofrem na surdina, virando a página a cada dia, “arrudia” um futuro incerto.
Mas uma cena foi certeira, foi quando eu vi na beira daquele fim de mundo
uma criança, uma menina, dos olhos de mel, prostrada no chão
em um silêncio profundo, perguntou a seu Deus: “O por que ele a esqueceu”?


Bárbara | Primeira Série | Ensino Médio


Meio do ano chegou
1 ano e 6 meses que o país esbagaçou
Debilitando a saúde, o salário, a vida
De um povo trabalhador
Que deu por fé que era mentira
Quando tudo isso começou

Mas venha cá, me faça um favor
Quando tudo isso melhorar
Aprenda a ser um bom eleitor
Comece a respeitar o trabalho do professor
E não esqueça do enfermeiro
Que não ganhou um centavo a mais ao curar tua dor.


Breno Cauã | 1ª Série | Ensino Médio


Pandemia: recolhendo e entregando esperança

O Covid-19
Assustando todo mundo,
Mais de um ano se passou
E ainda nada resolvido…

Milhares de pessoas morrendo,
Gente perdendo emprego,
Depressão só crescendo….
Não existe mais o sossego!

Mas precisamos nos acalmar
Uma hora para refletir,
Tem muitas formas de mudar
Para o sofrimento diminuir.

Novas chances vão surgindo
Tanto em grupo quanto sozinho
E o mundo evoluindo,
Evitando um mal caminho.


Enzo Barbosa | Ensino Médio


Preocupação com o próximo

Atemporal
De geração em geração chegamos ao ponto de hoje, a geração x,y ou quer lá que seja z, depois de nos unirmos em batalhas e até guerras, finalmente chegamos ao atual que é tanto prometido.

Mas será que valeu a pena? Vejo pessoas desunidas, focando apenas em sua ganância e na ânsia de ter dinheiro achando que isso lhes trará esperança sem ver que na verdade sozinho isso não vale de nada.

Mesmo na época do meu sertão, que era vazio e de noite só tinha o breu,me lembro de nos reunirmos para contar lendas desde o Saci até o boitatá, assustando e ao mesmo tempo nos acalmando um com a voz do outro.

Pode a culpa ser dos eletrônicos que hoje tenho em meu bolso e carrego comigo a todo lugar ou simplesmente os tempos mudaram e eu que não consigo acompanhar?

Só sei que essa união foi desvalorizada até no governo, onde pessoas que deviam liderar com uma grande responsabilidade ,discutem umas com as outras sem nem a um consenso chegar.

Isso me faz querer voltar no tempo, no tempo de quando a “meninaiada” saia pra ficar na rua e só voltava pra casa quando os pais chamava.

Mas são tempos diferentes e se até hoje eles nem sequer valorizam isso, sou eu que devo estar ficando velho, mas essas memórias que carrego comigo sem dúvida vão ser para sempre, atemporais.


Hellen Sepúlveda | Ensino Médio


A fome está presente
Na vida de muita gente,
Principalmente no nordeste
Onde a seca é uma peste!

A fama da fome é do nordestino
Que sofre pai, mãe e menino.
Cada vez mais triste o sertanejo
Que carrega nas costas o seu destino.

Devemos ter esperança
Que dias melhores viram,
Para acabar com a fome
dessa grande multidão!!


Yasmin Souza | 1ª Série | Ensino Médio


Nesse tempo tão difícil ,oportunidades são escassas,
mas ao nordestino a esperança é o que não falta ,
anda sempre atrás de emprego e mesmo não achando,
no outro dia acorda cedo …

Já eram tantas as aflições antes mesmo dessa pandemia ,
que só aumentaram trazendo dor e agonia ,
e mesmo estando cansados de caminhar dia após dia ,
o brasileiro não descansa ,já pensando no outro dia .

Tendo que se expor andando mesmo enfrentando uma
pandemia ,sua família precisa comer ,então lá vai ele
para mais um dia ,de mascara no rosto atrás de uma
oportunidade ,finalmente ele acha alguém que o ajude
nessa parte…


Seu moço,
Por terras longas eu andei
E muito enfrentei,
De tudo um pouco trabalhei
Mas a fome, sem comparação.
Tive que doar um ovo cozido
Sem farinha, sem dó
Ao meu velho irmão

Sem jumento, nem carroça
Fui me buscar um pão,
Mas voltei zerado
Só com o estômago doído
Andando por terras secas
Nesse imenso sertão

E hoje me pergunto,
Se toda essa judiação
De gado sem grama,
“Oveia” sem pasto
Cachorro sem ração
Vale a pena a decisão

Só rezo a Deus que um dia
Um bom homem para nós olhe
E que nos deitemos na cama no fim do dia
Sem a fome nos cobrir
com sua tremenda destruição.


 


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